[REVIEW] Sorriso Real (King the Land)

 


Em mais uma investida no gênero K-drama, dessa vez foi com Sorriso Real ou King the Land, dorama disponível no catálogo da Netflix. A série é uma criação de Cheon Sung-il, protagonizada pela dupla Lee Jun-hoIm Yoon-ah. O drama contém 16 episódios que variam de 60 a 70 minutos de duração. A direção está a cargo de Im Hyun-wook.

A TRAMA

O hotel King é um estabelecimento referência quando o assunto é hospedagem de qualidade. Por isso, a jovem Cheon Sa-rang (Im Yoon-ah) deseja com ânsia fazer parte da equipe que trabalha neste hotel. A principal exigência do hotel é que os funcionários sempre estejam sorrindo, independente do que seja. A situação fica um pouco complicada quando Gu-won (Lee Jun-ho) assume os negócios da família como herdeiro do grupo King e começa a trocar farpas com Sa-rang. Acontece que Gu odeia sorrisos devido um acontecimento do passado e a presença constante de Sa-rang no hotel o desequilibra e põe em conflito suas origens.

VALE A PENA?

Sorriso Real, k-drama (Foto: Divulgação)

Em um cenário exuberante e uma fotografia colorida sem ser excessiva, Sorriso Real é uma viagem alegre, apaixonante e muito cativante. A história de amor entre Sa-rang e Gu-won prende do início ao fim devido sua simplicidade e autenticidade. O maior conflito entre eles, é claro, reside na diferença de classes. No entanto, apesar do enredo parecer clichê, o roteiro convence por sua condução diferenciada. 

Os personagens principais apresentam características atrativas em seus enredos, como o amargo passado de Gu e a objetividade de Sa-rang. Apesar de diferentes, os dois se unem e curam as feridas um do outro. Claro, isso sem exigir que um deles mude para agradar o companheiro (a).

História de amor é bem conduzida (Foto: Reprodução/Netflix)

Mesmo com uma história de amor clássica e bem conduzida, a série tropeça nos enredos secundários. Sinto que as tramas não avançam organicamente, e no final, apenas encerram porque é o fim do drama.  O retorno da mãe de Gu, a rivalidade dele com a irmã, os dramas das amigas de Cheon Sa-rang, e até mesmo o romance proibido de outrora entre o pai de Gu e uma funcionária do hotel, todos esses arcos encerram com um tratamento superficial. Eles existem, mas não ganham contornos mais profundos. 

Ainda assim, Sorriso Real cumpre sua proposta de abalar a audiência por meio das emoções. A direção da série é simbólica e consegue construir boas catarses de forma inteligente, ainda mais somada com a sonoplastia marcante. 

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